Eu me preocupo com coisas sem motivo, eu gosto de coisas estranhas, eu uso óculos quando quero, eu tenho um cachorro, meu irmão me ama, meus pais também, enjoei do meu quarto, idolatro chocolate, como muita carne, meu cabelo me odeia, sou de sagitário, durmo do lado contrário, viciada em música, metida a saber cantar, sou a favor do pacifismo, controlo muito bem a raiva, sou auto-consciente, meu namorado é incrível, quando estresso minhas mãos descascam, minha unha é linda, gostaria de gostar de ler, tenho vontade de ser modelo, mas também de ser médica, pretendo morrer com 120 anos, já chorei pensando no fim do mundo, já imaginei a morte, já sofri por coisas bestas, já sofri por coisas importantes, já menti por telefone, já joguei o meu no chão, já dormi na Yoga, já dancei na sapatilha de ponta, sei mecher a barriga, vejo minhas fotos todos os dias, escrevo músicas e outras coisas, quero aprender violão, toco bateria imaginária, meu computador é velho, meu pé é estranho, tem dias que me odeio, tem dias que me amo, acredito na teoria do Big Bang, mas também que Deus existe, acho incrível o sujeito que criou o satélite, olho a lua toda noite, choro pensando no meu tio, tenho medo de perder os meus avós, nunca quebrei nenhum espelho, sei falar inglês, e um dia, uma pessoa como eu vai consertar o mundo.
Importante lembrar-me futuramente de como eu era, como me sentia, e como me via aos 15 anos...
Composição aos 15 anos:
Não sei o que sentir a respeito das coisas, não sei se choro ou se sorrio, não tenho certeza se estou incomodada ou se estou bem, se grito ou se canto, se amo ou se odeio, se admiro ou se invejo; nessa fase da vida, o que faço melhor é ouvir música e ler um pouco, as outras coisas estão sempre erradas: pais exigentes e protetores, amigos (amigos?), mente complicada, sentimento estranho de não ser amada...Fase complicada, fase das vontades, fase de querer fazer o que eu acho correto, de inventar pequenas mentiras para conseguir o que quero; aquela onde escrever uma música depressiva é algo comum, onde rir e chorar ao mesmo tempo é divertido e humilhante. É confuso e terrível saber que isso tudo irá acabar, como eu queria ser para sempre adolescente!
É incrível como mudei minha forma de pensar dentro de um ano! Como estou mudada, como minhas preocupações mudaram. Oh, como estou mais adulta, mas ainda tão criança...
Importante lembrar-me futuramente de como eu era, como me sentia, e como me via aos 15 anos...
Composição aos 15 anos:
Não sei o que sentir a respeito das coisas, não sei se choro ou se sorrio, não tenho certeza se estou incomodada ou se estou bem, se grito ou se canto, se amo ou se odeio, se admiro ou se invejo; nessa fase da vida, o que faço melhor é ouvir música e ler um pouco, as outras coisas estão sempre erradas: pais exigentes e protetores, amigos (amigos?), mente complicada, sentimento estranho de não ser amada...Fase complicada, fase das vontades, fase de querer fazer o que eu acho correto, de inventar pequenas mentiras para conseguir o que quero; aquela onde escrever uma música depressiva é algo comum, onde rir e chorar ao mesmo tempo é divertido e humilhante. É confuso e terrível saber que isso tudo irá acabar, como eu queria ser para sempre adolescente!
É incrível como mudei minha forma de pensar dentro de um ano! Como estou mudada, como minhas preocupações mudaram. Oh, como estou mais adulta, mas ainda tão criança...
Um poeta, creio que amador, ou desconhecido, falou da adolescencia da forma como eu a via, e creio que ainda a vejo:
Adolescência
Ederson Peka
Há no ar um teor de expectação,/Borbulhar de emoções imprevisíveis:/Vários níveis de amores... e desníveis.../Idas e vindas: jovem coração./Preso em mil barreiras intransponíveis./Muitos amigos, rios de solidão,/Mal-entendidos, chances de perdão,/Prisões de orgulho e celas tão terríveis/
Que libertar-se delas é sofrer!/Mas sofrimento também faz crescer.../E o orgulho sucumbindo à humildade/
Cultivará nos outros a esperança/De que deixaste os erros de criança/E agora tens responsabilidade...
Há no ar um teor de expectação,/Borbulhar de emoções imprevisíveis:/Vários níveis de amores... e desníveis.../Idas e vindas: jovem coração./Preso em mil barreiras intransponíveis./Muitos amigos, rios de solidão,/Mal-entendidos, chances de perdão,/Prisões de orgulho e celas tão terríveis/
Que libertar-se delas é sofrer!/Mas sofrimento também faz crescer.../E o orgulho sucumbindo à humildade/
Cultivará nos outros a esperança/De que deixaste os erros de criança/E agora tens responsabilidade...
Estou confusa, não sei se escrevi tudo que quero me lembrar futuramente ao acessar esse blog, afinal, essa é minha intenção. Espero ir melhorando nos próximos posts, e espero também conseguir expressar perfeitamente o que sinto, e o que sentirei ao longo da vida, da minha evolução.
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